sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Perene Unção


“Tocando os ossos de Eliseu, reviveu” (2 Reis 13.21).
Como é que um homem pode chegar a este nível de aproximação de Deus?
Que estupenda unção foi esta que não permeou apenas a esfera do espírito, mas permaneceu até o plano físico?
Semelhantemente a Pedro, cuja sombra tocava nos enfermos e eles eram sarados.
Semelhante a Paulo, cujos lenços e aventais colocados sobre os enfermos podia curá-los.
Eliseu já há muito havia morrido. Seus ossos jaziam na terra. A sepultura, revolvida pela ação das intempéries, deixava à mostra aquele despojo material, humano.
No momento em que lançaram aquele soldado, morto na batalha, sobre a sepultura aberta, jamais imaginaram que era a sepultura de Eliseu.
E, mesmo que o soubessem, imaginariam jamais que tal virtude santa pudesse existir sobre ossos secos, mesmo sendo os de um grande profeta?
Este foi um dos maiores milagres das Sagradas Escrituras.
Este fato glorioso e insofismável transporta-nos à aurora da ressurreição, quando os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e o Espírito Eterno que ressuscitou a Jesus, também nos vivificará para sermos semelhante a Ele.
Oh, glória inaudita! Oh, bondade infinita! Oh, esplêndido alvorecer! Oh, venturoso e sempiterno gozo!
O Deus que não pode mentir prometeu coisas esplendorosas para aqueles que o temem, para as almas que o amam.
Ossos secos com o poder radiante da ressurreição…
Que estranha graça! Que misterioso poder!
Foi por isto que Enoque, ao andar com Deus, deixou de existir nesta dimensão terrena e atingiu os páramos celestes.
Foi por isto que Paulo disse que preferia estar logo com Cristo, o que era incomparavelmente melhor.
Foi por isto que João Huss e Cevetto preferiram arder na fogueira, do que negarem sua fé.
É por causa disto que mártires modernos estão heroicamente entregando suas vidas, em vários países, por causa da pregação do Evangelho.
Era por isto que os mártires do Coliseu de Roma morriam glorificando a Cristo com a expressão encantadora, “Salve, Cristo, os que morrem te saúdam!”.
É por isto que Deus não é Deus de mortos e sim de vivos.
E o que é mais glorioso: o mesmo Deus de Eliseu existe até hoje e ainda é galardoador daqueles que O buscam.
Autor: Paulo de Aragão Lins

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cinza





Não ria das minhas beteiras. Não ria da minha saída. Não fale nada, mas pense.
Nesse momento, o melhor a ser feito, é acomodar tudo do jeito que era.
Não chegou o tempo, chegou a chuva - e chegou sozinha.