segunda-feira, 4 de julho de 2011

Triste, mas verdadeiro

Ele correu em sua direção como nunca havia corrido antes. A velocidade era tamanha que qualquer um duvidaria que ele fosse o maior sedentário que já se tinha ouvido falar.
Seu correr era desajeitado, nada havia nada de belo, chegava a ser cômico. Pernas longas e brancas, canelas grossas, um allstar surrado e um short que deixava suas coxas a mostra. Mas mesmo tendo tudo isso ele continuou a correr.
Sentia o coração saltar-lhe pela boca e engolia a seco a saliva de sua boca como se isso fosse manter o coração em pulsação mais tranquila. Além do jeito cômico em correr ele parecia ser estabanado e confuso, mas ele corria, corria e corria cada vez mais.
Mas então, como sempre há de acontecer algo de errado, pois além de cômico para correr, estabanado e confuso ele possuía uma pitada a mais de azar, ele tropeçou.
Seu tombo foi tamanho que virou três piruetas seguidas. Joelhos e cotovelos arranhados, o suor pingando no canto de suas sobrancelhas e um semblante tímido pelo que acabara de ocorrer. Continuou ao chão, somente se fez a força de sentar-se de pernas cruzadas como se fosse meditar. Olhou para a direita e para a esquerda, deu um pulo repentino e voltou a correr, não sabia mais para onde iria, mas sabia que estava a procurar algo em toda a sua correria. Então, ele correu.

Um comentário:

Henrique disse...

Talvez eles estivesse correndo atrás de paz...