quarta-feira, 6 de julho de 2011

Unknown

Sinto falta de minha calmaria. Eu era distraído e estava salvo, até que um dia acordei e cheguei aqui.
Agora tudo é correria, tudo é para ontem e a velocidade está cada vez maior. É gostoso sentir o vento bater em sua face espalhando suas bochechas e levantando as pupilas de seus olhos, mas isso não me aconteceu, eu somente imaginei a velocidade daqui a 40 anos.
Hoje estou aqui, escrevendo, ouvindo música, pensando no que tenho para amanhã, no que não tenho e até mesmo no que perderei ou ganharei; e nunca mais eu consegui ficar uma hora se quer calado, e minha consciência fica a me gritar, discordar e criar confusões mentais.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Triste, mas verdadeiro

Ele correu em sua direção como nunca havia corrido antes. A velocidade era tamanha que qualquer um duvidaria que ele fosse o maior sedentário que já se tinha ouvido falar.
Seu correr era desajeitado, nada havia nada de belo, chegava a ser cômico. Pernas longas e brancas, canelas grossas, um allstar surrado e um short que deixava suas coxas a mostra. Mas mesmo tendo tudo isso ele continuou a correr.
Sentia o coração saltar-lhe pela boca e engolia a seco a saliva de sua boca como se isso fosse manter o coração em pulsação mais tranquila. Além do jeito cômico em correr ele parecia ser estabanado e confuso, mas ele corria, corria e corria cada vez mais.
Mas então, como sempre há de acontecer algo de errado, pois além de cômico para correr, estabanado e confuso ele possuía uma pitada a mais de azar, ele tropeçou.
Seu tombo foi tamanho que virou três piruetas seguidas. Joelhos e cotovelos arranhados, o suor pingando no canto de suas sobrancelhas e um semblante tímido pelo que acabara de ocorrer. Continuou ao chão, somente se fez a força de sentar-se de pernas cruzadas como se fosse meditar. Olhou para a direita e para a esquerda, deu um pulo repentino e voltou a correr, não sabia mais para onde iria, mas sabia que estava a procurar algo em toda a sua correria. Então, ele correu.